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terça-feira, 24 de maio de 2011

A ignorância do desconhecimento

Um material, organizado pelo MEC (Ministério da Educação) para tratar da homossexualidade, está sendo muito criticado. Tudo iniciou quando 24 deputados da Frente Parlamentar Evangélica exigiram explicações do MEC. Entre eles, o deputado Jair Bolsonaro (do RJ), que mandou imprimir panfletos e cartilhas "anti-gay", diga-se de passagem, com sua verba de gabinete e que pretende ressarcir pedindo reembolso da Câmara. Ele distribuiu esse material,  atacando o Kit do MEC, em condomínios e porta de escolas no Rio. Um das frases utilizadas pelo deputado é: "Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual". Quanta ignorância, meu Deus!!!
O senador Magno Malta, do mesmo partido, também atacou o Kit Gay (como foi denominado por eles), afirmando que a intenção do MEC é transformar as escolas em “academias preparatórias de homossexualidade”.
O problema é que muitos embarcam nos comentários maldosos e preconceituosos de um grupo de políticos do nosso país, sem mesmo tomar conhecimento do que se trata, por puro "pré-conceito". O desconhecimento de um assunto leva a ignorância...
Em tempo, o material proposto pelo MEC, não tem a finalidade de ensinar "nossas crianças" a serem gays, lésbicas ou travestis! Ele foi preparado para trabalhar o tema da homossexualidade com alunos do Ensino Médio, e também pretende levar a discussão para reuniões onde participam pais e comunidade escolar. Desta forma, tenta-se minimizar a homofobia.
Material com conteúdo ofensivo? E os escândalos e a corrupção que envolvem os políticos? As imagens e notícias ligadas a esse grupo não ofendem o trabalhador brasileiro? O dinheiro sendo desviado e escondido em cuecas (e sabe-se lá mais onde) não ofende o trabalhador, que muitas vezes não consegue chegar ao final do mês mantendo sua família com dignidade? Será que essas mesmas notícias sendo exibidas na mídia não influenciam "nossas crianças" a desviarem seu caráter? Talvez a influência destes conteúdos degradantes possam transformar "nossos filhos de 6 a 8 anos" em pessoas sem-caráter, ladrões e mentirosos no futuro. Então também podemos exigir, enquanto pais e mães que se preocupam com a educação de nossos filhos, que essas pessoas sejam afastadas do convívio social. 
Quem bom que não funciona assim, não é mesmo????
Ninguém tem o poder de influenciar ninguém! Ser gay, lésbica ou travesti não é consequência da influência de uma outra pessoa. Esta é uma questão pessoal e diz respeito a intimidade de cada indivíduo. Portanto, esse assunto deveria ser tratado com muito respeito tanto dentro da escola como em qualquer outro lugar, principalmente por pessoas que se dizem "representantes do povo"... A mim, é que não representam!

Bom, mas passado o "auê" sobre o assunto, o MEC irá definir quais os filmes que farão parte do kit, além de aprovar o conteúdo impresso nas cartilhas que o acompanham. Somente depois disto serão distribuídos às escolas, para que professores capacitados* possam trabalhar o tema com os alunos.
*Apenas 180 professores fizeram o curso de capacitação por enquanto.

* * *
Assista aos vídeos, e tire sua própria conclusão:

Vídeo 1 - Medo de quê?

Parte 1


Parte 2



Vídeo 2 - Encontrando Bianca



Vídeo 3 - Torpedo



Vídeo 4 - Probabilidade





Vídeo 5 - Boneca na Mochila*



*Apenas o trailer deste vídeo está disponível na internet. Ele retrata um motorista de táxi conduzindo uma mulher até a escola onde seu filho estuda. Ela foi chamada porque o flagraram com uma boneca na mochila. Durante o caminho, a mãe e o taxista ouvem um programa de rádio sobre homossexualidade e iniciam uma conversa sobre o assunto.

sábado, 21 de maio de 2011

Um coração imenso!!!!

Ouvi essa canção apenas uma vez e não paro de cantarolar...
Ela é contagiante!!!!
Que bom que ainda existem bandas fazendo música de verdade! 
E são daqui, de Curitiba!

"Meu amor
essa é a última oração
pra salvar seu coração.
Coração não é tão simples quanto pensa
nele cabe o que não cabe na despensa:
cabe o meu amor
cabem três vidas inteiras
cabe uma penteadeira
cabe nós dois!"

A Banda Mais Bonita da Cidade, existe desde 2009, e tem cinco integrantes: Rodrigo Lemos (guitarra), Uyara Torrente (vocalista), Vinicius Nisi (teclado), Diego Plaça (baixo) e Luis Bourscheidt (bateria).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A homofobia começa na escola?

Hoje pela manhã, li na Gazeta do Povo Online o artigo "Atos de homofobia começam na própria escola". Fiquei triste com o resultado da pesquisa...

Sou professora, e sei bem como é o preconceito no ambiente escolar e também em setores ligados a Educação, justamente os locais onde as pessoas deveriam dar o exemplo de "respeito ao diferente". Percebo que existem muitos colegas que carregam em si o preconceito, mesmo quando negam ser preconceituosos...

É uma pena que muitos educadores ainda não conseguiram se desvencilhar das amarras deste sentimento tão negativo. Se o o aluno observa o próprio professor fazendo comentários preconceituosos, não podemos esperar que este mesmo professor o eduque contra a homofobia! De nada adianta a escola receber materiais maravilhosos para trabalhar sobre o tema com os alunos se o professor que deveria utilizá-lo o repudia sem mesmo conhecer seu conteúdo.

Aqui no meu blog, após vivenciar algumas situações ligadas a homofobia, postei dois textos onde falo sobre minha indignação contra esse sentimento tão odioso: "A diversidade e o respeito" e "Ser ou não ser? Eis a questão..."

Mas gostaria de ressaltar que não podemos culpar os professores, dizendo que a homofobia começa na escola! Essa é uma questão diretamente ligada a cultura da sociedade, da família na qual o indivíduo recebe sua formação moral e de valores. Podemos dizer então que ele cresceu recebendo informações negativas e com grande carga de preconceito quando se tratava de discutir relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Por fim, acaba por reproduzir as mesmas falas e posturas com outras pessoas de seu convívio. Por isso a importância de se educar a criança contra a homofobia, e quebrar esse ciclo...

Fonte da imagem: gstatic.com


Animações para uso educacional

Como já relatei em outra postagem, trabalho no Multimeios,  um setor da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, onde são produzidos recursos pedagógicos. Entre eles, destaco as animações, que são ótimas ferramentas para despertar o interesse dos alunos. 

Detalhe: são produzidas por professores!

Você pode assistí-los e também fazer o download:

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Razão

Razão, motivação...O "motor" da nossa vida! Todas as nossas ações são baseadas em uma razão, um motivo que nos impele, que nos impulsiona...

E na busca por uma razão de vivermos, acabamos nos apaixonando: pelo outro, pelos filhos, pelo trabalho, por nós mesmos, pela vida...

domingo, 15 de maio de 2011

A mulher aos 40 anos...



Emprestei este texto do Adriano Silva, 31 anos, Diretor de Redação da Revista Superinteressante.
Bem apropriado para o dia de hoje, pelo menos para mim, rsrsrsrs
Depois de ler todo ele, fiquei mais feliz do que já estava! rsrsrsrs
PS: o grifo em vermelho, é meu...


"Tome a mesma mulher aos 20 e aos 40 anos...
   
No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro. Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma, de um homem.

Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que é compensado por outros atributos encantadores de que se reveste a mulher de 40. Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. (e não é que é mesmo?!?)

Aos 40, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e com seu cheiro cíclico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível (se bem que eu nunca fui de brigar mesmo...sou da paz!). Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo-astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gostar do jeito que ela é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça. (hehehe, é isso ai!)

Aos 40 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. (Tô aprendendo...) Gasta mais porque tem mais dinheiro. (poderia ter só mais um pouquinho, né?) Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.

Aos 40, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com mais competência quando interessa repelir. (Será??!)
Ela não é mais bobinha. (Isso não sou mesmo, rsrsrs) Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 40, ela já sabe lidar melhor com este aspecto peculiar da condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam - e quem mais estiver por perto - irremediavelmente.

Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 40, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas. Que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 40, é ela quem escolhe. (Acho que estou muito seletiva...Preciso repensar, rsrsrs) E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. (Ah! Isso é mesmo! Que mulher não se sente o máximo usando lingeries bonitas??)

Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.
A mulher aos 40, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 40, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros. Seus lábios, mais reluzentes. Sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade. (Ai que lindooooo! Preciso conhecer alguém que também reconheça essas qualidades...)

Aos 20, ela rói unhas. Aos 40, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave.
Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável.
Acontece também alguma coisa com os cílios, o desenho das sobrancelhas.
O jeito de olhar fica mais glamuroso, mais sexualmente arguto. (Se bem que ir ao salão de beleza ajuda um pouco...)

Aos 40, quando ousa no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens, já aprendeu a atuar no contra-ataque.
Quando dá o bote, é para liquidar a fatura. (Vou até ficar mais segura quanto a isso, rsrsrs) Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado.
Mostra sua força na hora certa e de modo sutil. (ôpa! Aqui tenho que tomar cuidado pra não exagerar muito, rsrsrs) Não para exibir poder, mas para resolver tudo a seu favor antes de chegar o ponto de precisar exibí-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis.
Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher. (Ai...ai...quantos já engoli e digeri...Never mooooore!)

Se você, leitora, anda preocupada porque não tem mais 20 anos - ou porque ainda tem, mas percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila. É precisamente aos 40 que o jogo começa a ficar bom!" (Obaaaaa! Elciana entrando em campo... E começa a partida!)

Obrigada Senhor, por ter me permitido viver tantas alegrias, pela família amorosa, pelos amigos maravilhosos e pelas inúmeras conquistas e desafios que me colocou à frente. Tudo isso me transformou no que hoje sou! E que eu possa vivenciar muuuuuuito mais ainda...


PS: Obrigado, Lin! Amei a caricatura!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Superando adversidades!

Não que eu acredite em cegonhas, rsrsrsrs, mas esse vídeo com um curta metragem produzido pela Pixar é muito singelo! 
Ele consegue transmitir a essência do companheirismo, da amizade desinteressada, da lealdade...
Em qualquer tipo de relacionamento: familiar, de trabalho, de amizade e até amoroso, muitas vezes, surgem adversidades, "coisas" que nos incomodam e que nos fazem pensar que poderia ser melhor... 
Por inúmeras vezes, chegamos a magoar o outro, que percebe nossa insatisfação!
Mas se o sentimento que une as pessoas for verdadeiro, encontra-se uma forma de suportar as adversidades.