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domingo, 12 de junho de 2011

O Reencontro com o Amor

De um modo geral, o livro aborda com muito romantismo e sensualidade os amores da vida de Robson, um amigo muito querido. Ele me pediu que lesse sua história e opinasse sobre o conteúdo. De início, o que mais me chamou a atenção foi a relação conturbada que ele teve com o pai, um fato que me parece ser história comum aos homossexuais que conheço. A rejeição pelas pessoas que mais amam, geralmente os leva a se esconder atrás de uma pessoa que não são... 

Após ler todos os capítulos, sugeri então que seria necessário uma revisão e ele poderia encaminhar o material para uma editora. 

Empolgado com a ideia, me pediu que fizesse a revisão. Tive o prazer de realizar não só a revisão de texto como também sua diagramação.

Em alguns momentos, mesmo na segunda leitura, conseguia me emocionar com os acontecimentos, pois me sentia vivendo com ele suas alegrias e suas dores.

O Reencontro com o Amor relata o drama encontrado por um garoto que nasceu diferente dos demais, para amar e ser amado por uma pessoa do mesmo sexo. 

Por isso teve que lutar praticamente sozinho contra o preconceito de uma sociedade hipócrita, ao mesmo tempo em que tinha que lidar com o sentimento de rejeição do próprio pai.

Mas com muita vontade de viver, passou por cima de todas as normas estipuladas pela sociedade, na esperança de conquistar o seu espaço e poder desfrutar de um grande amor, buscando o respeito que merecia por parte das pessoas.

Trata-se de uma história de grandes paixões, grandes decepções, grandes alegrias e grandes tristezas ao longo da vida de um garoto que se transformou num homem em busca do amor.Este livro descreve a incessante busca por este sentimento... 

Recomendo a todos que se interessam pelo tema e também para aqueles que estão aprendendo a respeitar os homossexuais, para que possam entender o seu mundo, muitas vezes tão desprezado pela maioria das pessoas.


Se quiser adquirir um exemplar, acesse: 

terça-feira, 24 de maio de 2011

A ignorância do desconhecimento

Um material, organizado pelo MEC (Ministério da Educação) para tratar da homossexualidade, está sendo muito criticado. Tudo iniciou quando 24 deputados da Frente Parlamentar Evangélica exigiram explicações do MEC. Entre eles, o deputado Jair Bolsonaro (do RJ), que mandou imprimir panfletos e cartilhas "anti-gay", diga-se de passagem, com sua verba de gabinete e que pretende ressarcir pedindo reembolso da Câmara. Ele distribuiu esse material,  atacando o Kit do MEC, em condomínios e porta de escolas no Rio. Um das frases utilizadas pelo deputado é: "Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual". Quanta ignorância, meu Deus!!!
O senador Magno Malta, do mesmo partido, também atacou o Kit Gay (como foi denominado por eles), afirmando que a intenção do MEC é transformar as escolas em “academias preparatórias de homossexualidade”.
O problema é que muitos embarcam nos comentários maldosos e preconceituosos de um grupo de políticos do nosso país, sem mesmo tomar conhecimento do que se trata, por puro "pré-conceito". O desconhecimento de um assunto leva a ignorância...
Em tempo, o material proposto pelo MEC, não tem a finalidade de ensinar "nossas crianças" a serem gays, lésbicas ou travestis! Ele foi preparado para trabalhar o tema da homossexualidade com alunos do Ensino Médio, e também pretende levar a discussão para reuniões onde participam pais e comunidade escolar. Desta forma, tenta-se minimizar a homofobia.
Material com conteúdo ofensivo? E os escândalos e a corrupção que envolvem os políticos? As imagens e notícias ligadas a esse grupo não ofendem o trabalhador brasileiro? O dinheiro sendo desviado e escondido em cuecas (e sabe-se lá mais onde) não ofende o trabalhador, que muitas vezes não consegue chegar ao final do mês mantendo sua família com dignidade? Será que essas mesmas notícias sendo exibidas na mídia não influenciam "nossas crianças" a desviarem seu caráter? Talvez a influência destes conteúdos degradantes possam transformar "nossos filhos de 6 a 8 anos" em pessoas sem-caráter, ladrões e mentirosos no futuro. Então também podemos exigir, enquanto pais e mães que se preocupam com a educação de nossos filhos, que essas pessoas sejam afastadas do convívio social. 
Quem bom que não funciona assim, não é mesmo????
Ninguém tem o poder de influenciar ninguém! Ser gay, lésbica ou travesti não é consequência da influência de uma outra pessoa. Esta é uma questão pessoal e diz respeito a intimidade de cada indivíduo. Portanto, esse assunto deveria ser tratado com muito respeito tanto dentro da escola como em qualquer outro lugar, principalmente por pessoas que se dizem "representantes do povo"... A mim, é que não representam!

Bom, mas passado o "auê" sobre o assunto, o MEC irá definir quais os filmes que farão parte do kit, além de aprovar o conteúdo impresso nas cartilhas que o acompanham. Somente depois disto serão distribuídos às escolas, para que professores capacitados* possam trabalhar o tema com os alunos.
*Apenas 180 professores fizeram o curso de capacitação por enquanto.

* * *
Assista aos vídeos, e tire sua própria conclusão:

Vídeo 1 - Medo de quê?

Parte 1


Parte 2



Vídeo 2 - Encontrando Bianca



Vídeo 3 - Torpedo



Vídeo 4 - Probabilidade





Vídeo 5 - Boneca na Mochila*



*Apenas o trailer deste vídeo está disponível na internet. Ele retrata um motorista de táxi conduzindo uma mulher até a escola onde seu filho estuda. Ela foi chamada porque o flagraram com uma boneca na mochila. Durante o caminho, a mãe e o taxista ouvem um programa de rádio sobre homossexualidade e iniciam uma conversa sobre o assunto.