sábado, 20 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Sentimento intenso...
Minha primeira aldravia...
*Aldravia é uma composição poética sintética, que permite a inversão das ideias existentes na atualidade de que a arte poética encontra-se aprisionada.
Segundo J. B. Donadon-Leal:
"O primeiro legado dos aldravistas foi a ideia de organização do mundo artístico, seja para produzi-lo, seja para compreendê-lo, a partir do conceito de metonímia: porções constitutivas das coisas podem representá-las, muito bem, no mundo das significações. Essa percepção abre espaço para o enfrentamento à concepção prepotente das metáforas que trazem consigo arroubos de substituições totalitárias Ao mesmo tempo, a poesia metonímica busca demonstrar que a poeticidade pode estar na simplicidade. A leitura da poesia não pode ser uma tortura em busca de significações. Sentidos têm que saltar da forma poética com a facilidade com que se captam os significados na fala cotidiana. Tortura não combina com poesia. A única dor tolerável na poesia é a do prazer"
O Poema aldrávico é constituído numa linométrica de até 06 (seis) palavras-verso, de forma aleatória, porém preocupada com a significação utilizando o mínimo de palavras, conforme o espírito poundiano de poesia, sem que isso signifique extremo esforço para sua elaboração.
REFERÊNCIAS
http://www.jornalaldrava.com.br/pag_aldravias.htm
http://silviamota.ning.com/group/aldravia
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Doentio
Ciúme é algo totalmente irracional
Enche a cabeça com fatos irreais
Um sentimento que a todos faz mal
Vira ameaça de transtornos mentais
Comportamento inseguro, cobranças,
Delírios, até mania de perseguição,
Paranoias, discussões, desconfianças:
Sintomas de sua presença na relação
Especialistas dizem ser uma patologia
E pode até transformar-se em obsessão
O afetado deixa de ser boa companhia
Ainda mais quando só provoca confusão
Melhor quando cultivamos a segurança
Afinal, possessividade é descontrole
Laços fortes exigem muita confiança
Cenas de despeito, quem engole?
A pessoa ciumenta pensa o outro possuir
Controla tudo, achando que assim o mantém
Mesmo a companhia, ela não sabe dividir
Um conselho: "ninguém é de ninguém"!
Enche a cabeça com fatos irreais
Um sentimento que a todos faz mal
Vira ameaça de transtornos mentais
Comportamento inseguro, cobranças,
Delírios, até mania de perseguição,
Paranoias, discussões, desconfianças:
Sintomas de sua presença na relação
Especialistas dizem ser uma patologia
E pode até transformar-se em obsessão
O afetado deixa de ser boa companhia
Ainda mais quando só provoca confusão
Melhor quando cultivamos a segurança
Afinal, possessividade é descontrole
Laços fortes exigem muita confiança
Cenas de despeito, quem engole?
A pessoa ciumenta pensa o outro possuir
Controla tudo, achando que assim o mantém
Mesmo a companhia, ela não sabe dividir
Um conselho: "ninguém é de ninguém"!
Ciça
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Coração congelado

O que era puro fogo,
De repente, abrandou.
Já não há o diálogo...
Tanto amor apagou?
Relação desgastada...
Sem o combustível,
Final da temporada...
Foi imperceptível?
De súbito escureceu...
Um gélido silêncio...
E no meio do breu,
Só um olhar frio.
Corpos distantes...
Chorar é em vão...
Rumos dissonantes.
Inverno no coração!
Ciça
domingo, 30 de junho de 2013
Confidente
Das páginas do diário saltaram seus desejos
Respingaram os sonhos, ainda por realizar
Pelo gramado, ambos saíram apressados
Para o destino profetizado encontrar
E a menina ficou parada, aturdida
Olhando sua intimidade exposta
Sentindo-se um pouco dolorida
Ecoava na mente aquela proposta
Que a fez subitamente desfalecer
Precisava encontrar a resposta.
Retomou o que restou de seus segredos
Planejou o que agora teria que fazer
Pensou em tudo que gostaria de viver
Mas nunca, ser vencida por seus medos!
Ciça
Respingaram os sonhos, ainda por realizar
Pelo gramado, ambos saíram apressados
Para o destino profetizado encontrar
E a menina ficou parada, aturdida
Olhando sua intimidade exposta
Sentindo-se um pouco dolorida
Ecoava na mente aquela proposta
Que a fez subitamente desfalecer
Precisava encontrar a resposta.
Retomou o que restou de seus segredos
Planejou o que agora teria que fazer
Pensou em tudo que gostaria de viver
Mas nunca, ser vencida por seus medos!
Ciça
sábado, 29 de junho de 2013
Oculta
Abaixou para colher os morangos,
Vermelhos, tentadores e suculentos.
Seu olhar ficou atento...
Poderia apenas saboreá-los
Em movimentos lentos
Provar seu sumo, devorá-los
Há beleza que já nasce exposta...
Fruteira, adornos, coisa arrumada.
Das coisas que a gente gosta.
Por que é isso que gente grande faz:
Desgasta, sofre e guarda! Incapaz...
Dar outro destino? Quem se atreveria?
Mas preferiu passá-los nos lábios...
Quem em sã consciência, adornaria morangos à boca?
Alguém que ama, que também tenha essa vontade louca.
Tirar os morangos dali, quem ousaria?
Uma outra boca, de pensamentos sábios?
Talvez esta, por fim a compreenderia.
De Magela e Ciça
Vermelhos, tentadores e suculentos.
Seu olhar ficou atento...
Poderia apenas saboreá-los
Em movimentos lentos
Provar seu sumo, devorá-los
Há beleza que já nasce exposta...
Fruteira, adornos, coisa arrumada.
Das coisas que a gente gosta.
Por que é isso que gente grande faz:
Desgasta, sofre e guarda! Incapaz...
Dar outro destino? Quem se atreveria?
Mas preferiu passá-los nos lábios...
Quem em sã consciência, adornaria morangos à boca?
Alguém que ama, que também tenha essa vontade louca.
Tirar os morangos dali, quem ousaria?
Uma outra boca, de pensamentos sábios?
Talvez esta, por fim a compreenderia.
De Magela e Ciça
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