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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sentimento intenso...


Minha primeira aldravia...
*Aldravia é uma composição poética sintética, que permite a inversão das ideias existentes na atualidade de que a arte poética encontra-se aprisionada.

Segundo J. B. Donadon-Leal:

"O primeiro legado dos aldravistas foi a ideia de organização do mundo artístico, seja para produzi-lo, seja para compreendê-lo, a partir do conceito de metonímia: porções constitutivas das coisas podem representá-las, muito bem, no mundo das significações. Essa percepção abre espaço para o enfrentamento à concepção prepotente das metáforas que trazem consigo arroubos de substituições totalitárias Ao mesmo tempo, a poesia metonímica busca demonstrar que a poeticidade pode estar na simplicidade. A leitura da poesia não pode ser uma tortura em busca de significações. Sentidos têm que saltar da forma poética com a facilidade com que se captam os significados na fala cotidiana. Tortura não combina com poesia. A única dor tolerável na poesia é a do prazer"

O Poema aldrávico é constituído numa linométrica de até 06 (seis) palavras-verso, de forma aleatória, porém preocupada com a significação utilizando o mínimo de palavras, conforme o espírito poundiano de poesia, sem que isso signifique extremo esforço para sua elaboração.

REFERÊNCIAS

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_aldravias.htm

http://silviamota.ning.com/group/aldravia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Insana


Chegue de mansinho
Me surpreenda
Faça muito carinho
Invada minha fenda
Me possua
Preencha todo o meu ser
Me diga que sou tua
Me mostre o teu querer
Me usa e me abusa
E vou conhecer a lenda
Me torne a tua musa
Que me entrego como oferenda
Me marque com sua palma
Me castigue, se te der prazer
Inunde minha alma
Me faça endoidecer
Me morda, dê um grunhido
Me leve a outro lugar
Me excite com seu gemido
Me veja delirar
Se entregue
Se perca no meu olhar
Em mim navegue
Deixe-se levar
Juntos, vamos ao apogeu
Me beija, me enlaça
Cola seu corpo ao meu
Beba da minha taça
Prove do meu sabor
Fique embriagado
Me faça juras de amor
Depois, já saciado
Me veja adormecer
Permaneça do meu lado
Ao menos até amanhecer!


Ciça

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amar é...


O que é amar senão um êxtase, uma loucura?
Ter impetuosidade e ao mesmo tempo ternura?
Estar de olhos abertos, e continuar a sonhar?
Ter no semblante calma, e certo brilho no olhar?

Amar é...
sem nenhum motivo aparente, abrir um sorriso,
ignorar quando a razão lhe envia qualquer aviso.

Amar é o desejo de estar junto, querer intimidade
É dividir sonhos, histórias e até frivolidades.
É com o outro ser sincero e agir com lealdade
É saber demonstrar ao ser amado suas necessidades
Sem cobrança, sem mentiras, e meias-verdades...

E para que realmente haja felicidade, sem danos,
no amor, nunca devemos agir em próprio benefício
permitindo ao outro ser ele mesmo, com liberdade
sabendo confiar, quando nos diz falar a verdade.
Enfim, às vezes amar é abdicar,  fazer um sacrifício
se algo é necessário e não estava em nossos planos.

(by ciça)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Loucura de amor

Como posso?
Sinto saudades de quem nem mesmo conheço!
Não vejo seus olhos
mas percebo neles o brilho do desejo...
Não vejo sua boca
mas percebo um sorriso
cada vez que nos encontramos.
Não ouço sua voz,
mas sinto toda a ternura que ela transmite
nas palavras que leio.
Não abraço seu corpo,
mas consigo sentir seu calor me envolvendo...
Loucura???
Sim...uma doce loucura!

(by ciça - 2011)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quem sou*


Quantas palavras foram gastas para falar do silêncio.
Quantos abraços foram aceitos impregnando o meu campo energético com um peso denso, e quantas vezes me protegi de uma carícia sincera.
Quantas vezes suguei e fui sugada chamando isto de bondade.
Quanto mais adequada eu tentava ser, mas eu me perdia do que eu era.
E abafei minha loucura no peito comprimido, para ser socialmente agradável.
E escrevi coisas otimistas quando estava sofrendo de tanto medo.
E ninguém sabia que aqui, do outro lado, eu estava chorando.
E deixei que me julgassem sábia, quando sou apenas mais uma buscadora tateando no escuro, à procura da luz que pretendo beber a grandes goles.

Sou tão humana, Meu Deus!
E no processo de lapidação, joguei fora algumas das minhas arestas, que talvez fossem o que eu tinha de mais valioso.
Sou apenas alguém que escreve, que oscila, que anseia, que sofre, que ama, que acorda de madrugada pra pensar e tem inveja dos que dormem tão profundamente àquela hora.
Não tenho nada que outra pessoa não possa desenvolver também.
Não há limite que eu não possa superar.
E se você me encontrar por aí, ou por aqui dizendo coisas e mais coisas, duvide de mim também.
Sou apenas mais uma na multidão que, enquanto caminha, vai deixando pra trás certezas, adereços, endereços...
Sou apenas mais alguém...


(* texto de autoria da minha amiga Jamili Lopes)