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domingo, 16 de agosto de 2015

Consciência coletiva*


Era um período da nossa história 
Onde vencia quem tinha dinheiro
Ao corrupto toda honra e glória 
Fama e poder ao nobre doleiro

Um período sombrio e escuro
Para todo cidadão brasileiro
Que se via sem fé num futuro 
No "paraíso do politiqueiro"

Corrupção, mentiras, lavagens
Ocorriam em todos os escalões 
Propinas, desvios e viagens 
Noticiavam todas as televisões 

Enquanto o trabalhador suava
Políticos engordavam a conta
Toda uma classe se revoltava
Insatisfação de ponta a ponta. 

Mas do povo ouviu-se o brado
Nas urnas deram seu veredito
Não se viu um político safado
Em todo esse território bendito

Nossa moeda voltou a ser forte
Mataram o monstro da inflação
Fartura se via, do sul ao norte
Progresso era a ordem da nação

Ainda que nos digam ser utopia
Nas mãos do povo está o poder
Que não fique apenas na poesia
Cidadania é de todos um dever. 

Elciana Goedert (Ciça)

Imagem: wphotography.altervista.org
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
*poesia construída para o projeto Folhetim dos Poetas Malditos

sábado, 15 de agosto de 2015

Confiante


De olhos fechados
e mente aberta, 
mergulho... 
arrisco.... 
dou uma incerta. 
Ouço um barulho... 
Fico alerta. 
Venço o orgulho... 
Espanto o medo... 
Se preciso, espero... 
Dispenso a regra. 
Não sou deste aprisco... 
Ovelha negra, 
sei o que quero. 

Elciana Goedert (Ciça)

Imagem: Pinterest
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Soneto da tragédia poética*


Desafiando as regras universais
Eles e elas dividiram o tablado
Mostrando seus textos, como iguais
Recebiam aplausos no teatro lotado

Aquela sem par a tudo assistia
Analisando quem se apresentava
Energias fluíam entre tanta poesia
Dama de negro paciente aguardava

O anfitrião anuncia a dupla, com humor
O "grand finale", última apresentação
Ela com o pandeiro, ele com o violão

Ver o casal fitar-se com adoração
Desperta na Indesejada muito furor
E ela esmaga o coração do trovador.

Elciana Goedert (Ciça)



Imagem: The Kiss off Death, escultura no cemitério público de Barcelona (respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
*narração poética dos fatos ocorridos no dia 17 de julho, no TUC - Teatro Universitário de Curitiba (http://extra.globo.com/noticias/brasil/poeta-morre-apos-sofrer-mal-subito-durante-apresentacao-em-curitiba-16842478.html)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Catarse

CATARSE

É preciso percepção 
É finda uma fase
Mas nada foi em vão... 

Minha última frase:
"Por que te amo tanto"? 
E interrompi a metástase... 

Não me olhe com espanto
A missão foi cumprida
Cada um pro seu canto... 

Inicio uma nova vida
Sem tê-lo do meu lado
Oculto a minha ferida... 

Pronto! Está extirpado...

Elciana Goedert (Ciça)

Imagem: capinaremos.com
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Dona de mim...


Um dia, vasculhando em minha memória, 
percebi que tendia a ser coadjuvante. 
Então decidi: serei de agora em diante
a protagonista de minha história. 

----Ciça----

Imagem: edição de imagem da internet, por Elciana Goedert (Ciça)
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Néctar*


O jardim secreto guarda um sabor 
Oculto em cálice com doce seiva, 
O líquido de uma "íntima flor"
Que irá se misturar com saliva.

Frente a ela um homem emudece. 
Aos seus encantos ele se rende. 
Dobra-se. Em silêncio faz sua prece. 
São tantos os apelos que ela atende!

Exala um cheiro que o hipnotiza 
Umedece, emanando intenso calor. 
Com carinhos abre-se dádiva-flor.

Através dela um corpo se exorciza. 
Ah! Bela orquídea de pétala rosada, 
Não sucumbes nem aos golpes da espada!

Elciana Goedert (Ciça)

*Essa poesia está na antologia de poesias eróticas Elas são de Marte - Mulheres sem Censura.
O lançamento será dia 18 de junho, no TUC, aqui em Curitiba. No livro participo com 3 de minhas poesias.