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domingo, 16 de agosto de 2015

Consciência coletiva*


Era um período da nossa história 
Onde vencia quem tinha dinheiro
Ao corrupto toda honra e glória 
Fama e poder ao nobre doleiro

Um período sombrio e escuro
Para todo cidadão brasileiro
Que se via sem fé num futuro 
No "paraíso do politiqueiro"

Corrupção, mentiras, lavagens
Ocorriam em todos os escalões 
Propinas, desvios e viagens 
Noticiavam todas as televisões 

Enquanto o trabalhador suava
Políticos engordavam a conta
Toda uma classe se revoltava
Insatisfação de ponta a ponta. 

Mas do povo ouviu-se o brado
Nas urnas deram seu veredito
Não se viu um político safado
Em todo esse território bendito

Nossa moeda voltou a ser forte
Mataram o monstro da inflação
Fartura se via, do sul ao norte
Progresso era a ordem da nação

Ainda que nos digam ser utopia
Nas mãos do povo está o poder
Que não fique apenas na poesia
Cidadania é de todos um dever. 

Elciana Goedert (Ciça)

Imagem: wphotography.altervista.org
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
*poesia construída para o projeto Folhetim dos Poetas Malditos

terça-feira, 18 de junho de 2013

Os bons não se calam...


Brasileiro não é povo alienado
Como pensava o grupo político
Povo valente quando organizado
Demonstra o pensamento crítico

Acredito na força dos protestos
No poder da livre manifestação
Creio que o político desonesto
Deve mesmo mofar numa prisão

Torço pra que esta "rebeldia"
Seja prolongada até a eleição
Todos unidos, numa só sinfonia:
Nas urnas, expressem sua opinião

E pensando no nosso futuro
Idealizo governantes leais
Que o povo pronuncie seguro:
Corrupção? Em meu país, jamais!

Que os integrantes deste "levante"
Não se percam ao longo do caminho
Achando que eleitor é ignorante,
Se associem a "turma do colarinho"

Revolução se faz com educação
Nisto sempre eu irei apostar
Pra que no futuro esta nação
Possa dos seus, se orgulhar!

Ciça 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Injúria


O grito do Ipiranga está ficando abafado,
O povo heroico dando a vez ao difamador,
Que diariamente calunia o solo protetor
Tornando o céu antes límpido, nublado

O Gigante, é cada vez mais diminuído,
Insultado, ridicularizado, humilhado
À ele, todo grau de corrupção é atribuído
Como se fosse o único e real culpado

O corrupto, o infame, o vil
É o "político de brincadeira"
Que torna esta a sua carreira

Faz do seu mandato uma roubalheira
Desvia verbas, recheia a carteira
E nunca, nunca o meu amado Brasil!


Ciça