segunda-feira, 26 de maio de 2014
Tarde demais
E agora? Tudo errado!
O medo se instalou...
Caiu em si, acordou
Lamentou seu pecado
Na prática foi reprovada
O treinamento? Deu em nada
A sombra ainda a perseguia
A presença? Só ela sentia
O grito calou-lhe o desejo
A mágoa rasgou-lhe a asa
Dos olhos sumiu o lampejo
Melhor retornar pra casa.
----Ciça----
Imagem: 'Princess', de Lenka Srsnová
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
quinta-feira, 22 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
Origem do Prazer
Eros brincava com todas as mortais
Divertia-se com desejos carnais
Mas seu coração, sempre inalterado
Num disparo, outro ser apaixonado
Mais uma vencida pela sedução
Mais uma rendida por suas diabruras
Ah Eros, olha só a confusão!
De tanto brincar, fazer travessuras
Acabou flechando seu próprio coração...
Psiquê, a mais bela das criaturas
Virou o alvo de sua paixão
Mesmo contrariando toda razão
Sem nunca tê-lo visto, o amava
Longe de todos, viviam seu amor
Noites tórridas, cheias de ardor
A curiosidade moveu Psiquê
Instigada por suas "irmãs"
Que a visitavam pelas manhãs
E assim um plano esboçou
Para conseguir seu intento
Numa noite, o feito realizou
Conheceu a face do amado
- Quebrou minha confiança. Por quê?
Questionava Eros, decepcionado...
Dela então ele se afastou
E ela, por sua vez, definhou
Sem tê-lo sempre ao seu lado
Ele também sofria distante
Lembrando dela a cada instante
Enquanto Psiquê luta por seu amor
Os deuses se compadecem da dor
E tornam Psiquê uma imortal
Crêem tratar-se d'um amor real
Enfim, une-se ao seu amado
Depois de tudo se esclarecer
E desta união, nasce "Prazer".
----Ciça----
* Prazer é o nome da filha de Eros e Psiquê.
Imagem: escultura Eros e Psiquê
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
Imagem: escultura Eros e Psiquê
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Recomeço
Por um tempo
Viveu desanimada
Sem nenhum passatempo
Como se fosse programada
Deitar e levantar com o mesmo espírito:
Sem ânimo, sem coragem...
Sem perspectiva de algo inédito
Não reconhecia a própria imagem
Até que algo acontece
Um "chacoalhão"
E a dúvida desvanece
Liberta-se da escravidão
A vida não é finda
Há uma nova perspectiva
Muita coisa a viver ainda
Só precisava de iniciativa
A partir daí deu-se conta
sua vida era uma afronta
Tinha que ter por si apreço
Fazer de cada dia um recomeço
----Ciça----
Imagem: Quilt, in Pinterest
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
Viveu desanimada
Sem nenhum passatempo
Como se fosse programada
Deitar e levantar com o mesmo espírito:
Sem ânimo, sem coragem...
Sem perspectiva de algo inédito
Não reconhecia a própria imagem
Até que algo acontece
Um "chacoalhão"
E a dúvida desvanece
Liberta-se da escravidão
A vida não é finda
Há uma nova perspectiva
Muita coisa a viver ainda
Só precisava de iniciativa
A partir daí deu-se conta
sua vida era uma afronta
Tinha que ter por si apreço
Fazer de cada dia um recomeço
----Ciça----
Imagem: Quilt, in Pinterest
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
terça-feira, 6 de maio de 2014
Parodiando Quintana
Me deparei com um escrito do Mário Quintana, e surgiu esse:
PARODIANDO QUINTANA
Entre minha casa e a tua
há uma ponte cibernética
Uma ponte de palavras.
----Ciça----
Imagem: internet pela tomada
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
PARODIANDO QUINTANA
Entre minha casa e a tua
há uma ponte cibernética
Uma ponte de palavras.
----Ciça----
Imagem: internet pela tomada
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
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