currículo

domingo, 11 de agosto de 2013

Ser Pai*...


Pai não é só o resultado de um momento
Pai acompanha o filho desde a concepção
Muito mais que garantir-lhes o sustento
Prepara-os para vida, aceita esta missão

Ser pai é também ser amigo, protetor
Ser dos filhos herói, o seu maior ídolo
Quem dá a eles exemplo e muito amor
Quem corrige, mas também dá consolo

Perante o filho, admite quando erra
Quem ensina a ele o valor da humildade
E que nada levaremos daqui desta terra

Ser pai é garantir ao seu filho liberdade
Pra ter autonomia, enfrentar o mundo
Mas não sair de seu lado um só segundo!


Ciça

* Minha homenagem ao meu pai querido, e a todos os pais!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Agradecimento*



Já se foram dois anos de CPI
Tanta história em poucos dias
Enquanto eu observava daqui
Inúmeros sarais e suas alegrias

Nela ingressei sem formalidades
Reduto de prosas, rimas e versos
Onde encontrei poesia e amizades
Além de desafios dos mais diversos

Uma paranaense, aprendiz de poeta
Na Confraria só ganhou experiência
Encontrando seu lugar no planeta

Hoje venho agradecer a convivência
O apoio para prosseguir com a meta
De escrever poemas com excelência

Ciça


*Minha homenagem aos 2 anos da CPI - Confraria da Poesia Informal.
Não vivi a CPI plenamente, pois a Confraria tem sede em Petrópolis (RJ), e eu, apenas participo aqui, de longe. Nunca fui a um sarau...ainda!!
Mas desde que fui adicionada ao grupo no facebook, vivi dias inspiradores, que me renderam poesias lindas! E tudo começou em março de 2012, quando me senti desafiada por um dos desafios lançados aos participantes do grupo. "O Circo", foi minha primeira participação (está postado aqui no blog).
Quem quiser conhecer o blog da CPI, é só clicar no link: http://confrariadapoesiainformal.blogspot.com.br/

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sentimento intenso...


Minha primeira aldravia...
*Aldravia é uma composição poética sintética, que permite a inversão das ideias existentes na atualidade de que a arte poética encontra-se aprisionada.

Segundo J. B. Donadon-Leal:

"O primeiro legado dos aldravistas foi a ideia de organização do mundo artístico, seja para produzi-lo, seja para compreendê-lo, a partir do conceito de metonímia: porções constitutivas das coisas podem representá-las, muito bem, no mundo das significações. Essa percepção abre espaço para o enfrentamento à concepção prepotente das metáforas que trazem consigo arroubos de substituições totalitárias Ao mesmo tempo, a poesia metonímica busca demonstrar que a poeticidade pode estar na simplicidade. A leitura da poesia não pode ser uma tortura em busca de significações. Sentidos têm que saltar da forma poética com a facilidade com que se captam os significados na fala cotidiana. Tortura não combina com poesia. A única dor tolerável na poesia é a do prazer"

O Poema aldrávico é constituído numa linométrica de até 06 (seis) palavras-verso, de forma aleatória, porém preocupada com a significação utilizando o mínimo de palavras, conforme o espírito poundiano de poesia, sem que isso signifique extremo esforço para sua elaboração.

REFERÊNCIAS

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_aldravias.htm

http://silviamota.ning.com/group/aldravia

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Doentio


Ciúme é algo totalmente irracional
Enche a cabeça com fatos irreais
Um sentimento que a todos faz mal
Vira ameaça de transtornos mentais

Comportamento inseguro, cobranças,
Delírios, até mania de perseguição,
Paranoias, discussões, desconfianças:
Sintomas de sua presença na relação

Especialistas dizem ser uma patologia
E pode até transformar-se em obsessão
O afetado deixa de ser boa companhia
Ainda mais quando só provoca confusão

Melhor quando cultivamos a segurança
Afinal, possessividade é descontrole
Laços fortes exigem muita confiança
Cenas de despeito, quem engole?

A pessoa ciumenta pensa o outro possuir
Controla tudo, achando que assim o mantém
Mesmo a companhia, ela não sabe dividir
Um conselho: "ninguém é de ninguém"!

Ciça

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Coração congelado


O que era puro fogo,
De repente, abrandou.
Já não há o diálogo...
Tanto amor apagou?

Relação desgastada...
Sem o combustível,
Final da temporada...
Foi imperceptível?

De súbito escureceu...
Um gélido silêncio...
E no meio do breu,
Só um olhar frio.

Corpos distantes...
Chorar é em vão...
Rumos dissonantes.
Inverno no coração!


Ciça

Beijo roubado