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terça-feira, 18 de junho de 2013

Os bons não se calam...


Brasileiro não é povo alienado
Como pensava o grupo político
Povo valente quando organizado
Demonstra o pensamento crítico

Acredito na força dos protestos
No poder da livre manifestação
Creio que o político desonesto
Deve mesmo mofar numa prisão

Torço pra que esta "rebeldia"
Seja prolongada até a eleição
Todos unidos, numa só sinfonia:
Nas urnas, expressem sua opinião

E pensando no nosso futuro
Idealizo governantes leais
Que o povo pronuncie seguro:
Corrupção? Em meu país, jamais!

Que os integrantes deste "levante"
Não se percam ao longo do caminho
Achando que eleitor é ignorante,
Se associem a "turma do colarinho"

Revolução se faz com educação
Nisto sempre eu irei apostar
Pra que no futuro esta nação
Possa dos seus, se orgulhar!

Ciça 

domingo, 16 de junho de 2013

O segredo da poesia



Poesia é a voz do coração
De sentimentos, exposição
Sensibilidade que é aparente
Num jogo de palavras atraente

Nunca deve ser forçada
E sim, naturalmente fluir
Com a inspiração ativada
O coração se poderá ouvir

Ela precisa tocar a alma
De quem a escreve, ou a lê
Faz brotar sorrisos, calma
Mesmo sem saber o porquê

Como será sua interpretação
Dependerá de cada leitor
Pra alguns será reflexão
Noutros, memória d'um amor

Ciça

Voo livre...


Agonizante meu coração
Lamentava a vil prisão
Por muito tempo gritou
Enfim, liberdade chegou

Assim, na ausência da dor
Abriu brechas para o amor
Novo mundo ele conheceu
Na busca de seu apogeu

A dor que nele existiu
Há muito se extinguiu
Ela se foi, nem percebi
Pois meu caminho segui

Hoje, está livre enfim
Leve, bate aqui em mim
Novo lema: firme e forte
A mercê da própria sorte

Ciça

Coração blindado


Nunca mais cometer o delito:
Ser tratada como um objeto.
Viverei um amor irrestrito.
Quem sabe um romance secreto?

Enquanto ele não chega
Fico atenta aos perigos
Pois relação sem entrega
Acaba trazendo castigos

Não mais ser um brinquedo
Apenas um mero passatempo
Como muitas, carrego medo
De viver este contratempo

Decidi após muita reflexão
Me tornar mulher insensível,
Até mesmo, blindar meu coração
Me tornando então invencível.

Que ilusão tornar-me assim
Nem sei mais o que fazer
Sou muitas mulheres em mim
Mas esta, é impossível ser!
Ciça

sábado, 15 de junho de 2013

Tava dormindo, mãe...


Os entendidos simplesmente dizem:
Noctambulismo comportamental!
Nas crianças é coerente, mas maldizem:
Se é adulto, fenômeno anormal.

Numa pesquisa, é fácil observar.
Em metade da população estimar
que há o gosto de viver sorrindo...
Assim, muitos continuam dormindo.

Coisa tão difícil de entender...
Que mesmo dormindo, se possa andar,
Conversar, rezar, rir, comer...
E há até os que vão urinar!

Veja que engraçada esta situação
Eu rio, enquanto faço a narração
Vem o guri parecendo um zumbi:
Sonha usar o vaso, na gaveta faz xixi!

Efeito do sonambulismo, que pecado...
Coitadinho... Ele acorda assustado
A vergonha, sua expressão denuncia
"Tava dormindo, mãe!", ele pronuncia

Ouve-se casos e mais casos
Trágicos e mesmo engraçados
Como o cara que fez asneira
Urinando dentro da geladeira!

Roma Magela e Elciana Goedert (Ciça)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Coitadinho do Santo Antônio...



Não estão sabendo fazer o pedido certo pra arrumar marido. Ficam pedindo "marido rico e bonito", sem dar as especificações corretas. Aí, com características tão indefinidas, fica difícil encontrar, e o coitadinho quem "paga o pato"...

Então, expliquem melhor pra ele:

Rico de espírito
Bonito de coração
Com amor infinito
E calos* na sua mão

*"calos", simbolizando que é homem trabalhador....rsrs

Amor surreal


Não preciso de um dia especial
Digo "te amo" quando dá vontade
Já me é uma atitude tão habitual
Nos momentos de nossa intimidade.

Você é mais do que meu namorado
É "meu homem", quem me fez renascer
Gosto mesmo de estar ao seu lado
Entre seus braços, pra me proteger

E no dia que não estivermos juntos
Destes momentos vou sempre lembrar
Das palavras, do olhar, dos afagos
Tudo que fomos capazes de imaginar

Mas enquanto ainda respiramos
Aproveitaremos cada segundo
Quando juntos nos calamos
Ao entrarmos em nosso mundo.


Ciça