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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Encontros Noturnos


Ele esteve em meus sonhos ontem à noite... 
Estava lá, ao meu lado... 
Ele dormia no meu sonho, e nele sonhava comigo. 
Em seu sonho eu dormia ao seu lado... 
Em meu sonho, sonhava com ele dormindo ao meu lado... 
Ele dormindo... sonhando... 
Eu sonhando... dormindo... 
Ambos sonhávamos com nós dois... 
Em sonhos nos encontrávamos. 
Em sonhos o amor nos era permitido. 
Em sonhos a realidade se consumava. 
Seriam os sonhos um mundo paralelo? 
Não importa... 
Apenas fecho os olhos e novamente vou ao seu encontro...

----Ciça----

Fotografia: Leslie Ann O'Dell
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)

domingo, 1 de setembro de 2013

Vidas perdidas


Tolos "deveres" destruindo "poderes.
Tantos desejos sufocados por "dizeres"
Um pensar sem sentido, foco ou direção.
Momentos perdidos por pura indecisão
Desistência de si em nome do correto
Vivendo ilusões em vez do que é concreto
Coisas boas, tantas, esperando ser colhidas
Mas acabam se dando por vencidas
E deixam de viver o que sonharam
Como folhas que sem vida murcharam.
E no caminhar dos dias, a corrida termina
E quem não sentiu não sabe o que fascina
E entre desejos e sonhos não vividos
Muitas vidas terminam sem sentido.

Ciça e Adail Sobral

* Parceria que surgiu nos comentários de uma de minhas postagens no Facebook. E assim construímos a poesia...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Febril


Sonhando...
Rosas vermelhas, no alto da cabeça
Incandescente paixão.
Será o destino pregando outra peça?

Ardendo...
Consumido por chamas flamejantes,
Típicas de sensações profanas,
Querências que aumentam, suplicantes

Queimando...
Completamente tomado pelo desejo,
Sujeito a atitudes insanas
Afagos, sintonia que há tempos almejo.

Divagando...
Em meu sonho, te arrasto pra cama!
Chamas me devoram, entro em ebulição
O peito se abre, o coração inflama!

Provocando...
É assim que te vejo, a me judiar
Desvendo todas as suas intenções
Como as chamas, quer me devorar!

Pensando...
Sentimento assim pode se materializar?
Instintos contrários: fuga ou redenção

Tanta paixão, irá unir ou afastar...

De Magela / Ciça

terça-feira, 11 de junho de 2013

Todos os sonhos são possíveis...


Encantamento


Quando em você eu penso,
Fico cativa do silêncio
E o tempo, em suspenso
Permanece estagnado
Como se fora um suplício
Como se tivera encantado

Contudo, não há o que temer
Pois sei que nestes devaneios
encontrarei você, o meu viver
Ali, sempre pra mim sorrindo
Amenizando os meus anseios
Partilhando deste sonho lindo


Ciça

domingo, 18 de março de 2012

Acredite nos seus sonhos!

Há alguns anos atrás, vi meu sonho desmoronar por uns instantes...
Fui realizar um exame de controle de ovulação, pois por ter ovário policístico, minha ginecologista achava que eu teria dificuldades para engravidar.
Teria que ir três dias consecutivos até a clínica. No último dia, o médico decretou:
- Você não pode engravidar! Não ovula.
Nossa! Ele foi taxativo!
Imediatamente, encarei o médico e disse:
- Eu vou ovular, e eu vou engravidar!!!!
Saí da clínica arrasada, frustrada, apesar da imensa força que fiz para aparentar que estava bem.
Nem sei direito como cheguei em casa. Mais humilhante foi ter que encarar meu marido e contar o "decreto" do médico...
Se bem que a vontade era mais minha que dele, mas mesmo assim, era frustrante para ambos.
Mas não me deixei abater. Lembrei da frase que disse ao médico, e a repeti para meu marido. Ele me apoiou, e decidiu "lutar" comigo...
Levei o exame para a médica, que me tranquilizou, e disse que faríamos de tudo para conseguir com que eu engravidasse. Iríamos iniciar com hormônios, mas antes eu teria que esperar minha próxima menstruação.
Que tortura!! Neste ponto, eu era totalmente desregulada. Só neste... (risos).
Houveram vezes em que o ciclo era de 6 em 6 meses! Tudo bem, eu iria esperar...

E voltei a minha rotina. Ia para a escola todos os dias.
Sou professora...
Acabava me distraindo com as turmas, afinal, ser professora não foi opção, é um dom. Gosto do que faço. Tudo bem que não é está assim tão fácil...Mas isso é outra história.
Passaram-se os dias, e numa manhã, enquanto estava apagando o quadro senti algo estranho... Parecia que eu ia desmaiar.
Aliás, nos últimos dias, estava sentindo tonturas e outras coisas estranhas. Mas também! Já havia se passado quase três meses da última consulta com minha médica, e eu estava ansiosa para começar de uma vez o tratamento! E a minha menstruação nada...
Que saco! Até quando teria que esperar?
Decidi que iria pedir a ela para começar de uma vez, sem ter que esperar menstruar. Marquei a consulta...
Quando conversamos, eu e a médica, ela me orientou a primeiramente fazer um teste de gravidez. Era praxe, não que fosse necessário, mas como iria começar com a medicação (hormônios), era necessário. Eu até ri, afinal era engraçado fazer um exame destes sabendo que não era preciso...
Fiz o exame, o de sangue (o resultado era mais rápido).
Fui buscar na manhã seguinte, mas a ansiedade não era pelo resultado, pois sabia que era negativo, mas porque iniciaria o tratamento, que realizaria um dos meus maiores sonhos.
Abri o exame, dentro do carro, com meu marido do lado. Olhei e disse:
- Tá errado!Será que tenho que repetir?
A dosagem de HCG (Gonadotrofina coriônica humana) estava altíssima. Claro que estava com problemas! Ah, maldito descontrole hormonal...

No outro dia, levei o exame para a médica, já com receio de não dar pra fazer o tratamento por conta da alteração hormonal em meu organismo.
- Quando podemos começar o tratamento? O exame deu alteração. Acho que está errado o resultado.
A médica olhou para mim e disse:
- Parabéns Elciana, você está grávida!
- Ah??? Não brinca Dra Denise...
- Gravidíssima, e por este resultado aqui, já está avançado seu estado de gravidez.
- Mas como? - Eu já estava quase chorando..
  E ela riu...
- Este exame não tem erros. Este hormônio só é liberado quando a mulher está grávida. portanto...
E me entregou uma solicitação de ecografia, para vermos se estava tudo bem com o bebê.
Bebê!!! Eu tinha um bebê dentro de mim!!
Estava muito emocionada! Nem eu e nem meu marido estávamos acreditando naquilo...
Para quem tinha recebido um decreto negativando essa possibilidade e agora recebe a notícia de que estava grávida, sem mesmo precisar do tratamento...
Detalhe: foi ótimo, porque vocês não imaginam os malabarismos para seguir a risca o tratamento que a doutora tinha nos explicado! Temperatura, posição durante, posição depois....Uma loucura!!! (risos)
E vejam só como a vida é engraçada. Sabem quem fez a primeira ecografia?? O médico que havia me dado o decreto de "não-gravidez"!
Ele lembrou imediatamente de mim, e enquanto passava o aparelho em minha barriga, disse:
-Que boca abençoada você tem, heim, menina?
Passaram-se os 9 meses de gestação, e fui fazer a última ecografia, numa segunda-feira de manhã. Saí de lá, almoçamos eu e o Ricardo, e depois fomos para a consulta com a médica.
Eu disse à ela:
- Ele vai nascer esta semana. Acho que amanhã ainda...
Eu tinha feito a contagem das luas, mas os médicos não acreditam nestas coisas...
- Não, a placenta ainda está imatura. Vai mais uns 15 dias... - disse a médica.
- Então tá... eu disse, meio que contrariada, pois tinha certeza que não iria durar mais 15 dias.
- E pensa bem sobre o parto. Vamos fazer normal. Você tem 15 dias para pensar no assunto. - disse ela.
É que eu queria fazer cesariana, e ela queria me convencer a não fazer.
Decidi isto, depois de assistir um curso de gestantes.
Pra mim, normal tem que ser normal, sem essa de me cortar lá embaixo!
Eu heim??? Se for pra cortar, então que seja na barriga, que eu posso ver e cuidar melhor...

Voltamos para casa, eu e meu marido. Comi um pouquinho. Eram umas 16 horas.
Havia deixado algumas peças de roupa na máquina de lavar e fui estender. Fiz mais algumas coisinhas de dona de casa e fui tomar um banho.
Como estava cansada, me deitei mais cedo.
Acordei de repente, toda molhada. Chamei o Ricardo e disse:
-Viu, eu disse! Vocês não acreditaram em mim!! Eu sabia!!!
- O que foi?? - ele me perguntou.
- Olha aí! Estourou a bolsa!
Engraçado que a preocupação do Ricardo foi com o colchão, que molhou...(risos)
Ele correu buscar um pano pra secar, e eu ali, com aquela água toda saindo de mim.
- Liga para a médica! - disse ele

Eram 23:30 do dia 17 de março de 2003.
- Dra Denise, acho que não vou ter tempo de pensar sobre o parto normal...Minha bolsa acabou de estourar. - disse eu ao telefone.
Falei isto, com uma satisfação enorme, pois se confirmou a minha previsão, e não a dela...(risos)
- Se acalme, que ainda tem 12 horas para haver a dilatação. Mas pode ir para o hospital. Já vou pra lá também. - falou a médica.
Ela ainda estava insistindo no parto normal! (risos)

Eu estava calmíssima, tanto que ainda fomos tirar fotos do meu barrigão. E bota barrigão nisto!
Depois das fotos tiradas, me arrumei, peguei a malinha e fomos para a maternidade.
Lá fui examinada pelo médico de plantão, que fez o toque.
-Parece que você não está tendo dilatação, já deveria estar mais dilatado que isto...

Para minha sorte, sou uma em mil mulheres que não sentem a "dor do parto".
Tenho contrações, mas não a dilatação. Sendo assim, sem dores...
Portanto, nada de parto normal, não é Dra Denise? (risos)
E assim, fui encaminhada para o centro cirúrgico, e às 3:10 do dia 18 de março, chegava ao mundo o meu Danilo.
Uma benção, desde o princípio...
E para quem recebeu o decreto de que nunca iria engravidar, três anos e meio depois, recebeu outra benção...
E o Danilo? Ah, o Danilo chegou na hora em que era para ele chegar, e para mostrar que nunca devemos deixar que ninguém nos diga que não podemos realizar nossos sonhos.
O sonho é de cada um, e só quem pode determinar se ele irá ou não se realizar somos nós mesmos!