quarta-feira, 27 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
29 de abril - O massacre dos letrados*
Num espaço que é do povo
Exercíamos nossa cidadania
Mas o terror veio de novo
Sob as ordens da tirania
De repente, indefesos
Impotentes, ali no fronte
Tentando nos manter ilesos
Buscando um horizonte
De um lado, força bruta
Do outro, giz e apagador
Já não era mais uma "luta"
Éramos alvos, gritos e dor
Fomos cegados pelo gás
Pela borracha marcados
Atingidos mesmo por trás
Por "guardiões dos deputados"
O recado foi bem entendido
"Saiam de nosso território"
A polícia protegeu o bandido
Fato que é público e notório
Fugia do todo entendimento
Algo cruel e desnecessário
Ataque covarde e violento
Sob comando do "secretário"
Como apagar tal momento?
Um horror na praça de guerra
Não cairá no esquecimento
Pois ecoou por toda a Terra
Não foram apenas 200 feridos
Venho aqui registrar a verdade:
Dos manifestantes envolvidos
TODOS fomos, em nossa dignidade.
Elciana Goedert (Ciça)
Aqui fala a professora, mãe, poeta, cidadã...
Fotografia: Joka Madruga
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos )
segunda-feira, 27 de abril de 2015
sábado, 28 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Virtual
Olhos fixos na tela
Parece sentí-la ali
São dele os dedos nela
Só ela causa tal frenesi
Uma erótica aquarela
Uma pintura de Dalí
É dele a flor mais bela
Dele também cada rubi
Numa sucessão de esperas
Não cansa de admirá-la
Como deseja tocá-la!
Ninfa de suas quimeras
Liberta todas suas feras
Mas não o deixa domá-la
----Ciça----
Ilustração: Apollonia Saintclair
(respeite os direitos autorais mantendo os créditos)
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